Capa > Notícia sobre Mundo
Obama pode destravar acordo que proíbe testes nuclear
VIENA - A vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos representa maiores chances de implementação do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares, mais de uma década após a negociação desse acordo, afirmaram nesta quarta-feira autoridades do pacto.
Nove dos 44 países não ratificaram o documento - Irã, Israel, Coréia do Norte, Indonésia, Egito, Índia, Paquistão, China e os EUA. O governo norte-americano em fim de mandato, encabeçado pelo presidente George W. Bush, mostrou-se sempre reticente quanto a comprometimentos multilaterais capazes de restringir suas opções na área de defesa.
Obama, no entanto, afirmou durante sua campanha que pretendia fazer com que o Senado norte-americano ratificasse o quanto antes o tratado, uma promessa que, se cumprida, pode fazer com que os demais países também façam o mesmo, disseram os responsáveis pelo documento.
Tibor Toth, secretário-executivo da organização criada pelo tratado, disse no encerramento de um encontro com os 180 países-membros da entidade que o compromisso de Obama significava que estamos em um momento de virada política e que as nove peças restantes devem cair.
O presidente do encontro, Hans Lundborg, avaliou que isso pode ocorrer dentro de dois anos, apesar de o presidente eleito - que toma posse no dia 20 de janeiro - ter declarado como prioridade inicial a crise financeira que começou nos EUA.
- Depois da eleição nos EUA, vivemos um momento político favorável. E a mensagem de Obama é crucial para nós. E cabe aos outros países compreenderem essa mensagem - afirmou Lundborg.
O próximo líder norte-americano também disse que incentivaria outros países, em especial o Paquistão e a Índia, a acatarem o tratado.A Indonésia afirmou recentemente que realizava preparativos sinceros para a ratificação do documento.
Outros países reticentes quanto a essa manobra final mostram-se preocupados com a limitação de suas opções estratégicas ou alimentam dúvidas a respeito dos mecanismos de verificação do tratado.
Os EUA, a China, a Índia e o Paquistão são potências nucleares declaradas, ao passo que Israel possuiria um arsenal atômico, mas nunca confirmou isso.
A Coréia do Norte testou um artefato nuclear em 2006 e selou, um ano mais tarde, um acordo com cinco potências trocando seu desarmamento por ajuda internacional. Mas esse acordo vem enfrentando problemas em meio a desavenças quanto aos mecanismos de verificação.
O Irã rebate as acusações feitas por potências ocidentais de que tenta desenvolver armas nucleares em segredo e diz que seu programa atômico visa apenas à produção de energia.
Fonte: Jornal do Brasil
- Leia mais sobre Mundo
- Donos de petroleiro saudita seqüestrado negociam resgate
- Líder da Al Qaeda critica Obama e defende ataque aos EUA
- Obama pode destravar acordo que proíbe testes nuclear
Nove dos 44 países não ratificaram o documento - Irã, Israel, Coréia do Norte, Indonésia, Egito, Índia, Paquistão, China e os EUA. O governo norte-americano em fim de mandato, encabeçado pelo presidente George W. Bush, mostrou-se sempre reticente quanto a comprometimentos multilaterais capazes de restringir suas opções na área de defesa.
Obama, no entanto, afirmou durante sua campanha que pretendia fazer com que o Senado norte-americano ratificasse o quanto antes o tratado, uma promessa que, se cumprida, pode fazer com que os demais países também façam o mesmo, disseram os responsáveis pelo documento.
Tibor Toth, secretário-executivo da organização criada pelo tratado, disse no encerramento de um encontro com os 180 países-membros da entidade que o compromisso de Obama significava que estamos em um momento de virada política e que as nove peças restantes devem cair.
O presidente do encontro, Hans Lundborg, avaliou que isso pode ocorrer dentro de dois anos, apesar de o presidente eleito - que toma posse no dia 20 de janeiro - ter declarado como prioridade inicial a crise financeira que começou nos EUA.
- Depois da eleição nos EUA, vivemos um momento político favorável. E a mensagem de Obama é crucial para nós. E cabe aos outros países compreenderem essa mensagem - afirmou Lundborg.
O próximo líder norte-americano também disse que incentivaria outros países, em especial o Paquistão e a Índia, a acatarem o tratado.A Indonésia afirmou recentemente que realizava preparativos sinceros para a ratificação do documento.
Outros países reticentes quanto a essa manobra final mostram-se preocupados com a limitação de suas opções estratégicas ou alimentam dúvidas a respeito dos mecanismos de verificação do tratado.
Os EUA, a China, a Índia e o Paquistão são potências nucleares declaradas, ao passo que Israel possuiria um arsenal atômico, mas nunca confirmou isso.
A Coréia do Norte testou um artefato nuclear em 2006 e selou, um ano mais tarde, um acordo com cinco potências trocando seu desarmamento por ajuda internacional. Mas esse acordo vem enfrentando problemas em meio a desavenças quanto aos mecanismos de verificação.
O Irã rebate as acusações feitas por potências ocidentais de que tenta desenvolver armas nucleares em segredo e diz que seu programa atômico visa apenas à produção de energia.
Fonte: Jornal do Brasil
Postada em 19/11/2008 12h15m
Comentários: (0)
Comentários:
Enviar por e-mail:
Notícias relacionadas:
Veja também:
