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Volante do América-MG desmaia em campo devido ao calor
Em meio às polêmicas em todo o Brasil sobre partidas disputadas sob forte calor, o volante Moisés, do América-MG, desmaiou em campo durante o empate em 0 a 0 com o xará de Teófilo Otoni, neste domingo, pelo Campeonato Mineiro. A partida foi disputada às 11h, com os termômetros registrando 40 graus.
- Estava quente, senti forte tontura. Tudo escureceu, e eu caí. Tentei voltar, mas não deu. Preferi sair. Os dirigentes precisam mudar isso. Eu senti apenas tontura. Porém, caso os jogos sigam correndo sob este calor, pode acontecer algo pior - disse o volante.
O treinador do América-MG, Marco Aurélio, estava bem mais revoltado. Fez até um desafio:
- Nunca vi isso. Nem em jogo de várzea. Os dirigentes que marcam jogos neste horário podiam fazer o seguinte: vestir um uniforme e jogar uns minutos.
Para o veterano Wellington Paulo, os cartolas mineiros precisam analisar a decisão que ocorreu no Rio Grande do Sul. A Justiça gaúcha proibiu a realização de partidas entre 10h e 18h.
- Quem esteve aqui dentro sabe o sofrimento que foi. Vamos ver o que acontece daqui para a frente. O sindicato tem de se mexer. Isso de jogar 10h, 11h num verão, com calor de 40 e tantos graus, deveria ser proibido. Teve um juiz que viu os jogos no Rio Grande do Sul e proibiu jogos antes das 18h. Vamos ver em Minas se temos bom senso - afirmou.
No lado do América de Teófilo Otoni, no entanto, o discurso era diferente.
- Hoje até estava fresco. Aqui é ainda mais quente e abafado. A torcida daqui gosta deste horário, e o time está acostumado - comentou o técnico Gilmar Estevão.
- Gostamos de jogar cedo. A partida foi gostosa - disse o volante Juliano Cabelo.
Mas, a verdade é que o América-TO quer mesmo ter esta vantagem sobre os rivais. E a declaração do goleiro Fábio Noronha (ex-Flamengo, Fluminense e Seleção sub-20) ilustra bem isso:
- Jogo às 11h é complicado até para a gente. Enquanto os jogadores aguentaram jogar sob esse sol, tivemos um espetáculo de boa qualidade. Depois... Mas, me perguntar sobre isso é complicado. A minha diretoria quer jogar nesse horário. Então, o que vou dizer? Sou profissional. Esse é o horário que a gente tem e o campo que a gente tem. É isso.
Fonte: O Globo
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- Estava quente, senti forte tontura. Tudo escureceu, e eu caí. Tentei voltar, mas não deu. Preferi sair. Os dirigentes precisam mudar isso. Eu senti apenas tontura. Porém, caso os jogos sigam correndo sob este calor, pode acontecer algo pior - disse o volante.
O treinador do América-MG, Marco Aurélio, estava bem mais revoltado. Fez até um desafio:
- Nunca vi isso. Nem em jogo de várzea. Os dirigentes que marcam jogos neste horário podiam fazer o seguinte: vestir um uniforme e jogar uns minutos.
Para o veterano Wellington Paulo, os cartolas mineiros precisam analisar a decisão que ocorreu no Rio Grande do Sul. A Justiça gaúcha proibiu a realização de partidas entre 10h e 18h.
- Quem esteve aqui dentro sabe o sofrimento que foi. Vamos ver o que acontece daqui para a frente. O sindicato tem de se mexer. Isso de jogar 10h, 11h num verão, com calor de 40 e tantos graus, deveria ser proibido. Teve um juiz que viu os jogos no Rio Grande do Sul e proibiu jogos antes das 18h. Vamos ver em Minas se temos bom senso - afirmou.
No lado do América de Teófilo Otoni, no entanto, o discurso era diferente.
- Hoje até estava fresco. Aqui é ainda mais quente e abafado. A torcida daqui gosta deste horário, e o time está acostumado - comentou o técnico Gilmar Estevão.
- Gostamos de jogar cedo. A partida foi gostosa - disse o volante Juliano Cabelo.
Mas, a verdade é que o América-TO quer mesmo ter esta vantagem sobre os rivais. E a declaração do goleiro Fábio Noronha (ex-Flamengo, Fluminense e Seleção sub-20) ilustra bem isso:
- Jogo às 11h é complicado até para a gente. Enquanto os jogadores aguentaram jogar sob esse sol, tivemos um espetáculo de boa qualidade. Depois... Mas, me perguntar sobre isso é complicado. A minha diretoria quer jogar nesse horário. Então, o que vou dizer? Sou profissional. Esse é o horário que a gente tem e o campo que a gente tem. É isso.
Fonte: O Globo
Postada em 07/02/2010 17h15m
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