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Obama lança plano de ajuda a 9 milhões de mutuários
O presidente Barack Obama anunciou ontem um plano de US$ 75 bilhões para ajudar até 9 milhões de mutuários a não perderem as casas por falta de pagamento. O plano prevê também US$ 200 bilhões do Tesouro e do Fed, aprovados no ano passado, para comprar títulos lastreados em hipoteca e ações da Fannie Mae e Freddie Mac, com o objetivo de manter as taxas de financiamento baixas.
No fim do ano passado, pouco mais de 9% dos financiamentos imobiliários nos EUA estavam com prestações atrasadas. Um total de 8,1 milhões de casas e apartamentos, ou 16% de todos os imóveis financiados, podem entrar em execução de hipoteca até 2012, segundo o Credit Suisse. A crise "destrói o sonho americano", disse Obama.
O plano foi considerado "ambicioso" por analistas. No programa de estabilização de hipotecas, serão US$ 75 bilhões para subsidiar refinanciamento de hipotecas e reduzir as parcelas a 31% da renda dos mutuários. O programa dará incentivos de US$ 1 mil para cada hipoteca em risco de inadimplência que for renegociada, e mais US$ 1 mil por ano, durante três anos, para hipotecas que continuarem com os pagamentos em dia. No refinanciamento, a parcela não poderá ser superior a 31% da renda do mutuário (o banco arca com o equivalente a 38% da renda do mutuário, e o governo subsidia o resto, paga a diferença entre os 38% e a parcela final, de 31%). O mutuário também recebe incentivo para manter os pagamentos em dia: US$ 1 mil deduzidos do principal por ano, durante cinco anos.
Além disso, de 4 a 5 milhões de mutuários com financiamentos da Fannie Mae e Freddie Mac vão poder refinanciar as hipotecas a taxas menores - o benefício, que já existia, será estendido a mutuários cujo valor atual do imóvel é inferior ao total devido no financiamento.
O governo também vai destinar US$ 200 bilhões para fortalecer as duas companhias. Os recursos serão usados na compra de papéis lastreados em hipotecas, mantendo os juros baixos, e para adquirir ações de Fannie Mae e Freddie Mac.
A parte mais polêmica do plano é o apoio a mudanças na Lei de Falências, que permitirão aos juízes reduzir o principal devido por mutuários ao valor atual de mercado, desde que os devedores paguem as dívidas de acordo com plano determinado pelo tribunal.
O plano de hipotecas é o terceiro item do tripé lançado por Obama para resgatar a economia do país. Na terça-feira, Obama assinou um pacote de US$ 787 bilhões com investimentos em infraestrutura, programas de governo e incentivos fiscais. Na semana passada, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, anunciou um plano que pode injetar mais de US$ 2 trilhões no sistema financeiro para resgatar os bancos.
Ao anunciar o plano de hipotecas, Obama quis deixar claro que o programa não deve beneficiar "especuladores que compraram casas apenas para lucrar com a bolha imobiliária" e "financiadores que tiraram vantagem de mutuários", embora não tenha especificado como vai evitar que isso ocorra.
O plano entra em vigor em 4 de março, e não precisa passar pelo Congresso. Já a mudança na Lei de Falências precisa de aprovação, o que pode ser mais um desafio. Apesar de mais ambicioso do que o esperado, o plano não animou Wall Street, e a bolsa manteve a trajetória de queda dos últimos dias.
Fonte: Último Segundo/Agência Estado
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No fim do ano passado, pouco mais de 9% dos financiamentos imobiliários nos EUA estavam com prestações atrasadas. Um total de 8,1 milhões de casas e apartamentos, ou 16% de todos os imóveis financiados, podem entrar em execução de hipoteca até 2012, segundo o Credit Suisse. A crise "destrói o sonho americano", disse Obama.
O plano foi considerado "ambicioso" por analistas. No programa de estabilização de hipotecas, serão US$ 75 bilhões para subsidiar refinanciamento de hipotecas e reduzir as parcelas a 31% da renda dos mutuários. O programa dará incentivos de US$ 1 mil para cada hipoteca em risco de inadimplência que for renegociada, e mais US$ 1 mil por ano, durante três anos, para hipotecas que continuarem com os pagamentos em dia. No refinanciamento, a parcela não poderá ser superior a 31% da renda do mutuário (o banco arca com o equivalente a 38% da renda do mutuário, e o governo subsidia o resto, paga a diferença entre os 38% e a parcela final, de 31%). O mutuário também recebe incentivo para manter os pagamentos em dia: US$ 1 mil deduzidos do principal por ano, durante cinco anos.
Além disso, de 4 a 5 milhões de mutuários com financiamentos da Fannie Mae e Freddie Mac vão poder refinanciar as hipotecas a taxas menores - o benefício, que já existia, será estendido a mutuários cujo valor atual do imóvel é inferior ao total devido no financiamento.
O governo também vai destinar US$ 200 bilhões para fortalecer as duas companhias. Os recursos serão usados na compra de papéis lastreados em hipotecas, mantendo os juros baixos, e para adquirir ações de Fannie Mae e Freddie Mac.
A parte mais polêmica do plano é o apoio a mudanças na Lei de Falências, que permitirão aos juízes reduzir o principal devido por mutuários ao valor atual de mercado, desde que os devedores paguem as dívidas de acordo com plano determinado pelo tribunal.
O plano de hipotecas é o terceiro item do tripé lançado por Obama para resgatar a economia do país. Na terça-feira, Obama assinou um pacote de US$ 787 bilhões com investimentos em infraestrutura, programas de governo e incentivos fiscais. Na semana passada, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, anunciou um plano que pode injetar mais de US$ 2 trilhões no sistema financeiro para resgatar os bancos.
Ao anunciar o plano de hipotecas, Obama quis deixar claro que o programa não deve beneficiar "especuladores que compraram casas apenas para lucrar com a bolha imobiliária" e "financiadores que tiraram vantagem de mutuários", embora não tenha especificado como vai evitar que isso ocorra.
O plano entra em vigor em 4 de março, e não precisa passar pelo Congresso. Já a mudança na Lei de Falências precisa de aprovação, o que pode ser mais um desafio. Apesar de mais ambicioso do que o esperado, o plano não animou Wall Street, e a bolsa manteve a trajetória de queda dos últimos dias.
Fonte: Último Segundo/Agência Estado
Postada em 19/02/2009 12h51m
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